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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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EMPRESA CANADIANA TRANSFORMA SOFÁS VELHOS EM BIOCOMBUSTÍVEL

Mäyjo, 26.06.15

Empresa canadiana transforma sofás velhos em biocombustível

As lixeiras no Canadá são exatamente como em Portugal: sapatos, sofás, electrodomésticos, mobiliário e tudo o que se possa imaginar. A maior parte destes itens não são passíveis de reciclagem e o seu futuro quase certo é permanecer durante vários anos no aterro. Contudo, o lixo do aterro de Edmonton vai ter um destino diferente.

Durante este mês, estes detritos vão ser transformados em biocombustíveis pela Enerkem, uma empresa que desenvolveu uma tecnologia que permite transformar sofás e roupas usadas em fontes de energia renovável. “Utilizamos calor e pressão para decompor os materiais que habitualmente acabam nas lixeiras”, explica o presidente-executivo da Enerkem, Vincent Chornet. “Posteriormente, transformamo-los em etanol e metanol. No total, o processo de transformação desde o estádio de lixo até à produção do produto final demora cerca de quatro minutos”, explica.

A tecnologia desenvolvida por esta empresa, pode ser aplicada a 15 categorias de lixo a elevadas temperaturas, produz energia renovável, químicos para plástico e etanol para os carros, refere o Guardian.

A Enerkem tem um contrato com a cidade canadiana de Edmonton para o tratamento do lixo até agora não reciclável, que inclui o tratamento de 100 mil toneladas de resíduos anuais ao longo dos próximos 25 anos. De acordo com a empresa canadiana, o novo contrato vai gerar 138 milhões de litros de etanol por ano, o suficiente para alimentar 400 mil carros que utilizem uma mistura com 5% de etanol.

Apesar de parecer um truque de magia que envolve lixo e combustíveis renováveis, o processo de reciclagem é o resultado de 10 anos de testes efectuados pela Enerkem, detentora da patente por detrás da tecnologia.

OS 10 PAÍSES MAIS POLUÍDOS DO MUNDO

Mäyjo, 26.06.15

Os 10 países mais poluídos do mundo (com LISTA)

O ranking aqui apresentado  já não será uma novidade!

Existe um domínio do Médio Oriente e Ásia, com Paquistão a liderar a lista – não é propriamente um prémio do qual o país se possa orgulhar.

A lista foi elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), cobre os dados relativos ao material particulado (PM) 2.5 e 10 e poderá estar desactualizada – estará, certamente. É que os dados relativos à China, só para dar um exemplo, datam de 2010. O Governo chinês, porém, publica desde Janeiro de 2012 os dados hora-a-hora.

Ainda assim, veja quais os países mais poluídos do mundo. Haverá alguma coincidência para todos distarem poucos quilómetros uns dos outros?

1.Paquistão

Poluição média de PM 2.5: 101 ug / m3

Poluição média PM 10: 282 ug/ m3

Com quase 180 milhões de pessoas e uma esperança de vida de 66 anos, as principais indústrias do Paquistão estão ligadas às minas, manufactura e extracção de combustível. Karachi é a cidade mais poluída do Paquistão – e a quinta mais poluída do mundo.

2.Qatar

Poluição média de PM 2.5: 92 ug / m3

Poluição média PM 10: 165 ug / m3

Com mais de dois milhões de habitantes e um esperança de vida de 78 anos, o Qatar é dominado pela indústria petrolífera. A cidade mais poluída do país é Doha – é também a 12ª mais poluída do mundo.

3.Afeganistão

Poluição média de PM 2.5: 84 ug / m3

Poluição média PM 10: 268 ug /m3

Com quase 30 milhões de habitantes e uma esperança de vida de 61 nos, o Afeganistão tem na agricultura e têxteis o centro da sua economia. A capital, Kabul, é a sua cidade mais poluída – e a 22ª do mundo.

4.Bangladesh

Poluição média de PM 2.5: 79 ug/m3

Poluição média PM 10: 163 ug/m3

Com quase 155 milhões de habitantes e uma esperança de vida de 69 anos, o Bangladesh tem na agricultura e manufactura as maiores indústrias. Curiosidade: é Narayonganj e não Dhaka a sua cidade mais poluída.

5.Irão

Poluição média de PM 2.5: 76 ug / m3

Poluição média PM 10: 127 ug / m3

Com uma população superior a 76 milhões e uma esperança de vida de 74 anos, o Irão tem na produção de petróleo e gás, na indústria automóvel e construção os seus maiores activos. De forma surpreendente, a sua cidade mais poluída é Khoramabad – é também a oitava cidade mais poluída do mundo.

6.Egipto

Poluição média de PM 2.5: 74 ug/m3

Poluição média PM 10: 136 ug/m3

O Egipto tem uma população de 80 milhões e uma esperança de vida de 71 anos. A agricultura, têxteis e produção de combustíveis são as suas maiores indústrias. As cidades do Delta e o Cairo são as mais poluídas.

7.Mongólia

Poluição média de PM 2.5: 64 ug /m3

Poluição média PM 10: 140 ug/m3

A Mongólia tem uma população pequena – 2,7 milões de pessoas – e uma esperança média de vida de 67 anos, mas isso não influi no facto de este ser um país muito poluído: a construção, mineração e produção de combustível são as principais indústrias.

Darkham é a cidade mais poluída – e a 26ª mais poluída do mundo.

8.Emirados Árabes Unidos

Poluição média de PM 2.5: 64 ug /m3

Poluição média PM 10: 140 ug/m3

Com nove milhões de habitantes e uma esperança média de vida de 77 anos, os Emirados Árabes Unidos têm no petróleo, têxteis e agricultura as suas três maiores indústrias. Al Gharbia – Biya Zayed é a área metropolitana mais poluída – e a 52ª mais poluída do mundo.

9.Índia

Poluição média de PM 2.5: 59 ug /m3

Poluição média PM 10: 134 ug/m3

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo – 1, 2 mil milhões de habitantes – e tem uma esperança de vida de 66 anos. Com uma economias baseada na agricultura, serviços, retalho e mineração, a Índia tem seis das 10 cidades com maior poluição atmosférica do mundo.

10. Bahrain

Poluição média de PM 2.5: 57 ug /m3

Poluição média PM 10: 254 ug/m3

Um dos mais pequenos países do mundo – e com uma população de 1,3 milhões de habitantes – é também um dos que tem pior poluição atmosférica. Hamad Town é a cidade mais poluída –e também a 51ª mais poluída do mundo.

Visto de cima

Mäyjo, 26.06.15

Barges

Mississippi River, New Orleans, Louisiana, USA.jpg

Barcaças no rio Mississippi, New Orleans, Louisiana, EUA

29.935377240°, -90.221002638°

 

New Orleans está ligada a 14.500 milhas de vias navegáveis interiores, através do rio Mississippi e seus afluentes. Barcaças, como as da imagem, são barcos de fundo chato que são usados no transporte de mercadorias pesadas como o carvão, coque, madeira e minério de ferro. Como elas não têm motor, precisam de ser rebocadas ou empurradas por rebocadores através das vias

 

SETE FACTOS SOBRE O PLÁSTICO NO OCEANO

Mäyjo, 26.06.15

Sete factos sobre o plástico no oceano

Quando se ouve falar na Grande Mancha de Lixo do Pacífico a imagem que nos surge é de uma ilha flutuante de patinhos de borracha, garrafas de plástico e sacos de plástico que se amontoam e criam uma espécie de iceberg de lixo.

A imagem não é muito distorcida da realidade, mas na verdade a ilha de lixo não é sólida e agregada. A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é mais uma colecção solta de pequenos pedaços de plástico espalhados pelo Giro do Pacífico Norte, um remoinho aquático que, graças a quatro correntes oceânicas e à rotação da Terra suga detritos marinhos. Contudo, este local compreende a maior parte do norte do Pacífico e é o maior ecossistema do planeta.

Quando vista de cima, não vê qualquer plástico a boiar na zona e as águas aparentam ser cristalinas e limpas. Mas a verdade é que dentro de qualquer um dos cinco giros dos distintos oceanos do planeta, existem aglomerados de lixo que que giram continuamente ao sabor das correntes oceânicas prejudicando a vida que habita sob a água.

Conheça aqui sete aspectos a saber sobre o plástico nos oceanos.

1.       A maior parte do plástico está concentrado nos cinco giros oceânicos subtropitais

Os nossos oceanos não estão completamente contaminados com lixo. Embora exista em elevadas quantidades, a maior parte do plástico está concentrada nos cinco principais giros subtropicais. Fora destas zonas é raro ver plástico a boiar ou apanhá-lo em redes de pesca.

2.       É difícil quantificar a totalidade do plástico existente nos oceanos

Não se sabe ao certo a quantidade de plástico existente nos oceanos e este é um dos principais problemas. Parte da razão para não se conseguir saber ao certo a quantidade é que os dados existentes são baseados no plástico que se vê a flutuar. Contudo, grande parte destes detritos são suficientemente densos para afundar, o que significa que não se sabe a quantidade exacta de plástico submerso nos oceanos. Para agravar o problema, muitos destes plásticos ao fim de um certo tempo desintegram-se por acção das condições biofísicas.

Um estudo recente, refere o Grist, aponta para a existência de 40.000 toneladas de plástico a flutuar nos oceanos, mas este valor corresponde apenas a 1% do que os cientistas esperam encontrar. A comunidade cientifica supõe que os restantes 99% ou afundam ou são ingeridos pelos animais marinhos.

3.       Os projectos de limpeza em profundidade dos oceanos são ineficientes

Os oceanos são locais vastos e intrincados: só o Giro do Pacífico Norte tem quase o dobro do tamanho dos Estados Unidos. A quantidade de fundos, recursos materiais e humanos para fazer uma limpeza profunda aos oceanos seria exorbitante, para não falar das emissões de gases com efeito estufa que isso implicaria. Adicionalmente, as pequenas partículas de plástico, as mais nocivas, são impossíveis de limpar.

4.       Uma das soluções para o problema é encontrar os pontos de emissão do plástico

Vários oceanógrafos consideram positiva a ideia de recolher o lixo antes de este chegar aos oceanos. Um exemplo de um sistema que desempenha esta função é a Baltimore Water Wheel, um veículo aquático que recolhe o lixo no porto de Baltimore antes que este entre no mar.

A solução é simples e pode ser ecológica se for movida a energias renováveis. Uma das tarefas que cientistas têm agora em mãos é mapear os principais pontos de emissão de lixo para o mar, como grandes portos e rios.

5.       Podem ser recolhidas toneladas de lixo das praias num só dia

Os eventos de recolha de lixo em praias são bastante eficientes, embora não o aparentem ser. Uma acção de um só dia pode recolher toneladas de lixo e ajuda também os centros de conservação oceânica a identificar as fontes e os tipos de detritos que são à costa.

6.       As soluções de limpeza começam em terra

Um aspecto que reúne o consenso da comunidade científica quanto à limpeza e preservação dos oceanos é que as soluções devem começar em terra. Se menor quantidade de plástico for produzido e consumido e taxa de reciclagem do material aumentar, menor será a quantidade de lixo a chegar aos oceanos. A proibição dos sacos de plástico e a eliminação das microesferas de plástico de vários produtos de cosmética é um passo positivo, mas não o suficiente.

7.       Existe uma luz ao fundo do túnel para os oceanos

Os oceanos são ecossistemas extremamente resilientes e as áreas marinhas protegidas são, na maioria, extremamente bem-sucedidas. Se de alguma forma foi possível travar o fluxo de plástico para o mar, os oceanos conseguirão, eventualmente, voltar a níveis de saúde do passado.

Foto: Best Planet / Creative Commons